Profissionais da educação serão obrigados a fazer curso de primeiros socorros

Recentemente aconteceu um fato que chamou a atenção da população e foi retrato pela mídia nacional. Infelizmente, o fato é triste e registrou a morte de um menino de 10 anos chamado Lucas. O fato aconteceu em Campinas, São Paulo, mas talvez, pode ser a realidade de escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) aqui da região Sudoeste também. O menino Lucas estudava numa escola em Campinas, e em 29 de setembro de 2017, foi para Cordeirópolis num passeio programado pela escola. Durante uma refeição, o menino se engasgou com um pedaço de salsicha. As professoras não sabiam como proceder e por isso acionaram o Serviço de Urgência e Emergência (SAMU), cujo levaram Lucas para hospital, mas dois dias depois do fato, ele morreu. Talvez, se os professores fossem capacitados para prestar os primeiros socorros, o menino não tivesse morrido. Pensando neste caso, a vereadora Fran Schmitz(PSDB) apresentou um projeto de lei na Câmara de Vereadores de Francisco Beltrão, e que foi subscrito pelos demais,  que consiste na capacitação de professores e funcionários das escolas municipais e privadas, bem como, berçários e CMEIs, para aprendam os primeiros socorros diante de casos semelhantes. A matéria foi aprovada nas duas discussões por unanimidade nesta semana. “Os primeiros socorros protegem a vítima contra maiores danos, até a chegada de um profissional de saúde especializado. Se todos soubessem noções básicas de primeiros socorros muitas vidas poderiam ser salvas. Os acidentes são causa crescente de mortalidade e invalidez na infância e adolescência e importante fonte de preocupação, por constituírem o grupo predominante de causas de morte a partir de um ano de idade ”, disse a vereadora.

No ambiente escolar, diferentes tipos de acidentes ocorrem de acordo com a idade e estágio de desenvolvimento físico e psíquico das crianças e adolescentes. Sabe-se que a criança apresenta interesse em explorar situações novas para as quais nem sempre está preparada, o que facilita a ocorrência de acidentes. Torna-se, portanto, importante o conhecimento dos acidentes mais frequentes em cada faixa etária, para o direcionamento das medidas a serem adotadas para sua prevenção.

É importante mencionar, que a prestação de primeiros socorros não exclui a importância de um médico. A grande maioria dos acidentes poderia ser evitada, porém quando eles ocorrem, alguns conhecimentos simples podem diminuir o sofrimento, evitar complicações futuras e até mesmo salvar vidas. É fundamental a pessoa que prestar este serviço saber que, em situações de emergência, deve-se manter a calma. Salientando também que um atendimento de emergencial mal feito pode comprometer ainda mais a saúde da vítima.

A partir desta lei todos os funcionários e professores das escolas, centros de educação infantil e berçários, terão que possuir treinamento e conhecimento dos procedimentos básicos no caso de um acidente ou emergência. “Para isso as escolas e creches terão que ministrar uma vez por ano, curso de primeiros socorros a seus funcionários e professores, com informações básicas sobre o que fazer e o que não fazer nas situações de acidentes e emergência. O curso deverá conter conceitos e técnicas fáceis de aprender e unidos a vontade e à decisão de ajudar, podem impedir que um acidente e/ou emergência tenha maiores conseqüências, aumentando bastante as chances de uma melhor recuperação das vítimas/crianças”, argumentou Fran.

Agora, o projeto vai para a sanção do prefeito Cleber Fontana(PSDB). A partir da publicação do Executivo, as escolas, berçários e CMEIs tem um prazo de 120 dias para se adequarem à lei.

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