Projeto que proibi o uso de canudinhos foi aprovado na Câmara

Um projeto de lei aprovado nesta semana consiste na proibição do uso de canudos plásticos em restaurantes, bares, quiosques, ambulantes, hotéis e similares em Francisco Beltrão, exceto os biodegradáveis. A proposição é a da vereadora Daniela Celuppi(PT) que tem por objetivo banir a utilização de canudos plásticos convencionais, uma vez que, frequentemente, não são reciclados, e, portanto são considerados os maiores poluidores do meio ambiente. “A ideia é de ser mais um instrumento de preservação do meio ambiente. Assim como as sacolas plásticas são extremamente nocivas ao meio ambiente, os canudos plásticos não biodegradáveis também causam malefícios à natureza, em especial à vida marinha quando são abandonados junto à orla ou mesmo nos mares, rios e baías a partir de embarcações”, argumentou Daniela. Segundo o Greenpeace, um total de oito milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos anualmente, ocasionando a morte de um milhão de aves marinhas e 100 mil animais marinhos todo ano. Países como a Índia, Bélgica, Costa Rica, França, Indonésia, Noruega, Panamá, Santa Lúcia, Serra Leoa e Uruguai, e mais recentemente Taiwan, já baniram ou reduziram consideravelmente o uso de canudinhos plásticos. “Há que se buscar alternativas menos poluentes e a criação de dificuldades à utilização de canudos plásticos certamente contribuirá para a adoção de novas formas de fabricação de canudos”, explicou a vereadora.

Na votação de segunda-feira, 11, os vereadores foram unânimes na aprovação do projeto. Porém, na terça-feira, 12, na segunda discussão e votação, o projeto foi aprovado com oito votos favoráveis(Daniela Celuppi(PT), Ademir Wlaendolff(PRP), Camilo Rafagnin(PT), Aires Tomazoni(MDB), Evandro Wessler(PPS), Rodrigo Inhoatto(PDT), Dile Tonello(PMN) e Léo Garcia(PSC)) e quatro contrários (Elenir Maciel(PP), Silmar Gallina(PSDB), Paulo Grohs(PSDB) e Lurdes Pazzini(MDB)). O presidente José Carlos Kniphoff(PDT) não vota nestes projetos, a não ser que, haja um empate.

A vereadora Elenir Maciel argumentou que não é contrária ao projeto, entretanto pediu para discutir melhor o assunto com os principais interessados, que são os comerciantes. Do ponto de vista ambiental, ela disse que é favorável, mas comercialmente, ela acredita que os pequenos empresários serão prejudicados.

Agora, o projeto de lei segue para o gabinete do prefeito Cleber Fontana(PSDB) que tem o poder de vetar ou sancionar a lei.

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