Acessibilidade desperta debate na câmara

Nesta semana a acessibilidade voltou a ser discutida na câmara de Francisco Beltrão. O vereador Luiz Carlos “Didio” dos Santos (PSDB) compareceu à sessão em cadeira de rodas devido ao tratamento de saúde que está enfrentando. Ao usar a palavra, Didio destacou a importância de que a cidade se prepare para dar condições de movimentação a pessoas portadoras de deficiência física. “Foi uma dificuldade chegar até o plenário”, comentou o vereador, referindo-se à inexistência de rampa ou elevador para facilitar o acesso a deficientes, considerando-se que a sala de sessões está localizada no segundo piso do prédio. 


A presidente da casa, Atanazia Hellmann Pedron (PP) anunciou que em breve será iniciada a instalação de elevador adaptado para a utilização de cadeirantes. Segundo ela, será executado um projeto que havia sido encomendado na gestão do ex-presidente Ivo Santos (PSC). A acessibilidade voltou à tona na sessão de terça-feira, quando Jocemar Madruga (PT) pronunciou-se a respeito dos problemas enfrentados por deficientes visuais nas ruas da cidade. “Muitos estabelecimentos colocam placas de divulgação na calçada ou então mesas e cadeiras, o que causa transtornos e até pequenos acidentes aos cegos”, comentou o vereador. Madruga pediu fiscalização maior por parte da prefeitura, para evitar esse tipo de problema.


Almir Calegari (PT), que é deficiente físico reforçou o pronunciamento de Madruga e criticou o problema das calçadas, dizendo que em muitas ruas, são precárias. “Nos bairros, a dificuldade é bastante grande, até mesmo próximo a colégios, onde a movimentação é intensa”, alertou Calegari. Ele falou ainda sobre a vinda do secretário da pesca, Zeca Wigineski à região, quando reuniu-se com prefeitos sudoestinos. “De outubro para cá, o sudoeste produziu cerca de 100 toneladas de pescado”, observou. E concluiu falando de uma manifestação de agricultores em Pato Branco, nesta quarta-feira, em favor da moradia rural.


O vereador Celso Antunes (PSDB) também se pronunciou sobre a acessibilidade.  Concordou que em muitos pontos da cidade os estabelecimentos comerciais utilizam-se da calçada. “É um problema que atinge a todos os pedestres”, disse Antunes ao anunciar que está encaminhando ofício à Associação Comercial pedindo providências nesse sentido.  “Creio que estamos dando alguns passos, mas ainda há muito a melhorar nas condições para a movimentação de pessoas com deficiência”, concluiu.