Audiência Pública para discutir segurança na construção civil

Acidente pode parecer uma situação inesperada, uma eventualidade, mas não é bem assim. “Todo acidente que é previsível é prevenível”, diz Dalva Colling, inspetora da Vigilância em Saúde. Na noite de quarta-feira, na Câmara de Vereadores, uma audiência pública tratou da segurança no trabalho na construção civil, com enfoque nos acidentes com a rede de energia elétrica.

Segundo Dalva, o evento teve como objetivo discutir ideias e meios para reduzir acidentes na construção civil voltados à eletrocussão. Em 2015, foram quatro óbitos por queda. Em 2016, não houve óbitos. Neste ano, em apenas seis meses, já são dois óbitos por choque elétrico.
Gustavo Savio, gerente de projetos de obras da Copel e técnico em segurança do trabalho, palestrou sobre o afastamento mínimo das redes elétricas de distribuição, alertando sobre os riscos e formas de prevenção. Angélica Nogara Slomp, juíza da 2ª Vara do Trabalho, abordou a reponsabilidade civil decorrente de acidentes de trabalho. O encontro foi uma parceria da Câmara de Vereadores, através de requerimento do vereador Camilo Rafagnin (PT), e o Departamento de Vigilância em Saúde do Trabalhador de Francisco Beltrão.
Foco na prevenção
Quando há previsão de acidente, ele pode ser prevenido, comenta Dalva. “Com dois óbitos, chamamos audiência pública para saber o que podemos fazer para que as pessoas tomem consciência. Precisamos intensificar uma cultura de prevenção e de cuidado. A resposta não sai daqui (audiência), o que sai daqui são ideias.”
Paulo Dutra, técnico de segurança da 8ª Regional de Saúde, acrescenta que a preocupação quanto à precaução deve ser focada não só com o trabalhador, mas com toda a sociedade, criando políticas públicas que possam contribuir para evitar acidentes com rede elétrica, que hoje é uma das preocupações pelo número de acidentes fatais envolvendo contato com rede de alta tensão próxima às construções e obras.

 

**fonte: Jornal de Beltrão/Leandra Francisquett

 

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