Aprovada a lei que institui a Semana de Incentivo ao Parto Normal e Humanizado em Francisco Beltrão

Nesta semana foi aprovado o projeto de lei que institui a criação da Semana de Incentivo ao Parto Normal e Humanizado. A proposição surgiu através das vereadoras Fran Schmitz(PSDB) e Daniela Celuppi(PT) e aprovada por unanimidade por todos os vereadores.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, de cada 100 bebês nascidos no Brasil, 55 vêm ao mundo através de cesariana, ficando acima dos 15% que é preconizado pela entidade. Por isso, a conscientização sobre o parto humanizado tem a proposta de reverter esse quadro, pois nem sempre a cesariana é necessária. Mesmo assim, é importante ressaltar que o procedimento de cesariana se torna imprescindível, muitas vezes até para salvar a vida da mãe e do bebê. Entretanto, as mães precisam saber que a cesariana é um procedimento cirúrgico e não deve ser a primeira opção para a criança nascer.

A lei criada em Francisco Beltrão, prevê que a semana de incentivo ao parto normal e humanizado tem caráter informativo e deve acontecer anualmente no mês de maio. O município vai poder celebrar parcerias para implementar as ações que estão dispostas na lei, além de realizar palestras, seminários ou simplesmente distribuir folderes que expliquem o intuito da semana. “O objetivo é justamente oferecer mais informações às gestantes e seus familiares. Elas precisam conhecer melhor as opções que tem antes de escolher como desejam ter o seu bebê, logicamente que, respeitando possíveis impedimentos médicos”, explicou a vereadora Daniela.

Mesmo assim, existe muita polêmica em cima do parto humanizado. “A maioria das pessoas aceitam que é aquele em que as decisões da mulher são levadas muito mais em conta do que em um parto convencional. Isso significa deixar a natureza fazer o seu trabalho, realizar um mínimo de intervenções médicas e apenas as autorizadas pela gestante – sempre levando em consideração a segurança e saúde dela e do bebê. Para isso acontecer, é preciso que ambos estejam bem e saudáveis, sem nada que exija cuidados extras. Não importa se ele ocorre na cama, na água, em casa, no hospital. Em um parto humanizado, a ação é toda da mulher que segue o processo fisiológico do parto. O médico fica ali apenas como um expectador e só interfere se ocorrer algum problema. Quando você humaniza um parto, a grávida fica mais livre para escolher o que a faz se sentir melhor. Pode andar durante o trabalho de parto e escolher quem quer ao seu lado, por exemplo”, disse a vereadora Fran Schmitz que também assina o projeto de lei.

Por fim, o assunto deve chamar a atenção de quem já tem filhos ou pretende ter, além dos profissionais que trabalham diretamente com as mulheres gestantes. De um forma geral atinge toda a sociedade beltronense.

%d blogueiros gostam disto: